No porão de um navio negreiro
Que viagem mais longa candonga
Ouvindo o batuque das ondas
Compasso de um coração de pássaro
No fundo do cativeiro
É o semba do mundo calunga
Batendo samba em meu peito."
[...]
"Quem me pariu foi o ventre de um navio
Quem me ouviu foi o vento no vazio
Do ventre escuro de um porão."
Quem me ouviu foi o vento no vazio
Do ventre escuro de um porão."
[...]
"Epa raio, machado, trovão
Epa justiça de guerreiro
Ê semba ê
Samba á
o Batuque das ondas
Nas noites mais longas
Me ensinou a cantar
Ê semba ê
Samba á
Dor é o lugar mais fundo
É o umbigo do mundo
É o fundo do mar
Ê semba ê
Samba á"
Epa justiça de guerreiro
Ê semba ê
Samba á
o Batuque das ondas
Nas noites mais longas
Me ensinou a cantar
Ê semba ê
Samba á
Dor é o lugar mais fundo
É o umbigo do mundo
É o fundo do mar
Ê semba ê
Samba á"
[...]
"Que noite mais funda calunga".
[...]
"Ê semba ê, ê samba á
é o céu que cobriu nas noites de frio
minha solidão
Ê semba ê, ê samba á
é oceano sem fim, sem amor, sem irmão."
é o céu que cobriu nas noites de frio
minha solidão
Ê semba ê, ê samba á
é oceano sem fim, sem amor, sem irmão."
[...]
"Ê semba ê, ê samba á
eu faço a lua brilhar o esplendor e clarão
luar de luanda em meu coração
Umbigo da cor
abrigo da dor
a primeira umbigada massemba Yáyá
massemba é o samba que dá.
Vou aprender a ler
Pra ensinar os meu camaradas!"
eu faço a lua brilhar o esplendor e clarão
luar de luanda em meu coração
Umbigo da cor
abrigo da dor
a primeira umbigada massemba Yáyá
massemba é o samba que dá.
Vou aprender a ler
Pra ensinar os meu camaradas!"